terça-feira, 21 de dezembro de 2010

CHEGOU O VERÃO


Verão também é sinônimo de pouca roupa e muito chifre, pouca cintura
e muita gordura, pouco trabalho e muita micose.

Verão é picolé de Kisuco no palito reciclado, é milho cozido na água
da torneira, é coco verde aberto pra comer a gosminha branca.

Verão é prisão de ventre de uma semana e pé inchado que não entra no
tênis.

Mas o principal ponto do verão é.... A praia!

Ah, como é bela a praia.

Os cachorros fazem cocô e as crianças pegam pra fazer coleção.

Os casais jogam frescobol e acertam a bolinha na cabeça das véias.

Os jovens de jet ski atropelam os surfistas, que por sua vez, miram a
prancha pra abrir a cabeça dos banhistas.

O melhor programa pra quem vai à praia é chegar bem cedo, antes do
sorveteiro, quando o sol ainda está fraco e as famílias estão
chegando.

Muito bonito ver aquelas pessoas carregando vinte cadeiras, três
geladeiras de isopor, cinco guarda-sóis, raquete, frango, farofa,
toalha, bola, balde, chapéu e prancha, acreditando que estão de
férias.

Em menos de cinqüenta minutos, todos já estão instalados, besuntados
e prontos pra enterrar a avó na areia.

E as crianças? Ah, que gracinhas! Os bebês chorando de desidratação,
as crianças pequenas se socando por uma conchinha do mar, os
adolescentes ouvindo walkman enquanto dormem.

As mulheres também têm muita diversão na praia, como buscar o filho
afogado e caminhar vinte quilômetros pra encontrar o outro pé do
chinelo.

Já os homens ficam com as tarefas mais chatas, como furar a areia pra
fincar o cabo do guarda-sol.

É mais fácil achar petróleo do que conseguir fazer o guarda-sol ficar
em pé.

Mas tudo isso não conta, diante da alegria, da felicidade, da
maravilha que é entrar no mar!

Aquela água tão cristalina, que dá pra ver os cardumes de latinha de
cerveja no fundo.

Aquela sensação de boiar na salmoura como um pepino em conserva.

Depois de um belo banho de mar, com o rego cheio de sal e a periquita
cheia de areia, vem àquela vontade de fritar na chapa.

A gente abre a esteira velha, com o cheiro de velório de bode, bota o
chapéu, os óculos escuros e puxa um ronco bacaninha.

Isso é paz, isso é amor, isso é o absurdo do calor!!!!!

Mas, claro, tudo tem seu lado bom.

E à noite o sol vai embora.

Todo mundo volta pra casa tostado e vermelho como mortadela, toma
banho e deixa o sabonete cheio de areia pro próximo.

O shampoo acaba e a gente acaba lavando a cabeça com qualquer coisa,
desde creme de barbear até desinfetante de privada.

As toalhas, com aquele cheirinho de mofo que só a casa da praia
oferece.

Aí, uma bela macarronada pra entupir o bucho e uma dormidinha na rede
pra adquirir um bom torcicolo e ralar as costas queimadas.

O dia termina com uma boa rodada de tranca e uma briga em família.

Todo mundo vai dormir bêbado e emburrado, babando na fronha e
torcendo, pra que na manhã seguinte, faça aquele sol e todo mundo
possa se encontrar no mesmo inferno tropical...
Luis Fernando Veríssimo

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Diferenças entre HOMENS e MULHERES



APELIDOS
- Se Adriana, Silvana, Débora e Luciana vão almoçar juntas, elas chamarão
umas às outras de Dri, Sil, Dé e Lu.
- Se Leandro,  Carlos, Roberto e João saem juntos, eles afetuosamente se
referirão uns aos outros como Gordo, Cabeção, Rato e Negão.



COMENDO FORA
- Quando a conta  chega, Paulo, Carlos, Roberto e João jogam na mesa R$
20,00 cada um, mesmo sendo a conta apenas R$ 32,50. Nenhum deles terá
trocado e nenhum vai ao menos admitir que quer troco - logo o troco será
convertido em saideiras.
- Quando as garotas recebem sua conta, aparecem as calculadoras de bolso e
todas procuram pelas moedinhas exatas dentro da bolsa.

FILMES
- A ideia que uma mulher faz de um bom filme é aquele em que uma só pessoa
morre bem devagarzinho, de preferência por amor.
- Um homem considera um bom filme aquele em que muita gente morre bem
depressa, se possível com balas de metralhadora ou em grandes explosões.

DINHEIRO
- Um homem pagará R$ 2,00 por um item que vale R$ 1,00, mas que ele
precisa.
- Uma mulher pagará R$ 1,00 por um item que vale R$ 2,00, mas que ela não
precisa.

BANHEIROS
- Um homem tem seis itens em seu banheiro: escova de dentes, pente, espuma
de barbear, barbeador, sabonete e uma toalha de hotel.
- A quantidade média de itens em um banheiro feminino é de 756. E um homem
não consegue identificar a maioria deles.


DISCUSSÕES
- Uma mulher tem a última palavra em qualquer discussão.
- Por definição, qualquer coisa que um homem disser depois disso, já é o
começo de uma outra discussão..

FUTURO
- Uma mulher se preocupa com o futuro até conseguir um marido.
- Um homem nunca se preocupa com o futuro até que consiga uma esposa.

MUDANÇAS
- Uma mulher casa-se com um homem esperando que ele mude, mas ele não
muda.
- Um homem casa-se com uma mulher esperando que ela não mude, mas ela muda.

DIVIDINDO
- Uma mulher dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos com um
completo estranho que lhe dê atenção.
- Um homem só dividirá seus pensamentos e sentimentos mais profundos quando
questionado por um advogado artimanhoso, sob juramento, e mesmo assim,
apenas quando isso puder diminuir a sua pena.

AMIZADE
- A mulher encontra com outra na rua: 'Nossa como você tá linda!!!'.
Quando viram as costas vêm o comentário: 'Nossa como ela tá gorda!'

- Um homem encontra com outro na rua: 'Fala seu gordo-careca-bichona!!!'.
Quando viram as costas vem o comentário: 'Pô, esse cara é gente fina!'

 . . . É mentira?
(AUTOR DESCONHECIDO, se alguém souber a autoria me informem)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Keith Haring



Hoje, andando numa livraria dei de cara com o trabalho desse artista.
Pesquisei sobre a biografia dele e vou postar alguns trabalhos dele que eu amei!


Keith Haring foi um artista gráfico e ativista estadunidense. Seu trabalho reflete a cultura nova-iorquina dos anos 80.
Nascido no estado de Pensilvânia, cedo mostrou interesse pelas artes plásticas.  De 1976 até 1978 estudou design gráfico numa escola de arte em Pittsburgh. Antes de acabar o curso, transfere-se para Nova Iorque, onde seria grandemente influenciado pelos graffitis, inscrevendo-se na School of Visual Arts. Homossexual assumido, o seu trabalho reflecte também um conjunto de temas homo-eróticos.
Keith Haring começou a ganhar notoriedade ao desenhar a giz nas estações de metrô de Nova Iorque. 
Na mesma década, participou em diversas bienais e pintou diversos murais pelo mundo - de Sydney a Amsterdam e mesmo no Muro de Berlim. 
Em 1988, abre um Pop Shop em Tóquio. Na ocasião, afirma:

"Em minha vida fiz muitas coisas, ganhei muito dinheiro e me diverti muito. Mas também vivi em Nova Iorque nos anos do ápice da promiscuidade sexual. Se eu não pegar AIDS, ninguém mais pegará."

Meses depois declara em entrevista à revista Rolling Stone que tem o vírus HIV. Em seguida, cria a Keith Haring Foundation, em favor das crianças vítimas da AIDS.
Em 1989, perto da igreja de Sant'Antonio Abate, em Pisa, Itália executa a sua última obra pública - o grande mural intitulado Tuttomondo, dedicado à paz universal.
Haring morreu aos 31 anos de idade, vítima de complicações de saúde relacionadas a AIDS, tendo sido um forte activista contra a doença, que abordou mais que uma vez em suas pinturas.
(1958/1990)

















quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Eu Maior

EU MAIOR traz uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes de diferentes áreas, incluindo líderes espirituais, intelectuais, artistas e esportistas.  Um filme sobre questões essenciais e universais, numa época de grandes transformações e desafios, que pedem níveis mais altos de discernimento e consciência individual.
Com duração prevista de 100 minutos, EU MAIOR está em fase de produção.  O lançamento, em 2011, se dará progressivamente em cinema, tv, dvd e internet - onde a veiculação será gratuita.  Neste site você poderá saber mais sobre o documentário, assistir a trechos das entrevistas que já foram gravadas, e juntar-se às pessoas e instituições que estão apoiando este projeto inovador.
TRAILER:

ALGUMAS ENTREVISTAS







Minhas Plantas

Há alguns anos comecei a colecionar cactos e suculentas. Como esse tipo de planta não necessita muitos cuidados, achei uma boa ideia. Pois eu sempre fui desligada com plantas, flores, e nunca sabia como cuidar e além do mais, não tinha nenhuma paciência. Sempre morei em apartamento, o que dificultava ainda mais.
Quando comecei a coleção, morava com meus pais em um ap super ensolarado, que tinha uma sacada muito boa. Aí gostei tanto, que comecei a participar de comunidades no orkut de trocas de sementes de cactos, além de estudar mais a respeito.
Li um texto muito legal sobre os cactos:

"Segundo o Feng Shui os cactos são considerados Guardiões, por serem purificadores de ambientes e, de acordo com os especialistas desta técnica milenar, os cactos agem como uma barreira para os raios gama emitidos por computadores e aparelhos de TV. Os cactos, por viverem em regiões áridas e isoladas, ajudam as pessoas a conhecerem a sua força interna em momentos de solidão. Pelo fato de os cactos armazenarem água (elemento que simboliza sentimentos e emoções) dentro do caule, o mesmo favorece aqueles que se defendem muito das próprias emoções. Os espinhos podem parecer hostis, mas fazem parte da estratégia de sobrevivência da planta, natural de clima árido e terrenos difíceis, transmitindo proteção e segurança ao seu portador. Tê-las por perto é um lembrete de vitalidade, persistência e integração com tudo o que está a nossa volta."


Agora que moro numa casa, não só coleciono cactos e suculentas, mas ando plantando de tudo.
E é uma delícia cuidar das plantas, ver elas crescerem. É uma terapia!!!
Já postei um artigo aqui no blog sobre as Rosas do Deserto, que também estou cultivando. Essas são mais complicadinhas. 

Então vou postar aqui as fotos do meu "jardim"!!!

CACTOS E SUCULENTAS











ROSAS DO DESERTO

Preparo

Deixando as sementes de molho

Estufa de garrafa PET

Tampei os banquinhos pq plantei no inverno, 
então literalmente improvisei uma estufa melhor!

Tirei essa foto hoje. Estou achando que elas estão demorando pra crescer. 
E muitas folhas estão amarelando. Vamos esperar pra ver.
Elas já estão com uns 6 meses pelo menos.


CANTEIRO





As primeiras flores de jasmim!!!


Violetas e Orquídeas

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Retrospectiva Interior


Todo fim de ano é igual. A gente sente uma energia diferente no ar.
 As pessoas ficam mais agitadas, estressadas, correm contra o tempo, querem por em ordem tudo que foi deixado para última hora. O prazo está se esgotando. Ansiedade máxima para curtir enfim, as festas de fim de ano com as pessoas queridas, viajar, aproveitar as férias.
Muita gente chega nessa época do ano frustrada, pelas coisas que não conseguiu fazer no ano que se passou. São aquelas famosas resoluções que começam no início do ano, em que traçamos as metas e objetivos que queremos alcançar, e que muitas vezes, nem passam perto de se concretizar.
Então chegou a hora de realmente fazer esse movimento, sem esperar a chegada do novo ano. Ainda há tempo.
Siga as instruções:
- Comece pela faxina: jogue fora toda a “tralha” acumulada em casa. Doe roupas usadas, revistas velhas. Jogue fora papéis, recibos, objetos quebrados, remédios vencidos. Quando a casa está bagunçada, nossa mente acompanha a bagunça. Nos sentimos mais cansados, travados. Essa faxina vai melhorar a saúde, a criatividade, como se um peso enorme saísse de cima de você.
- Feita a faxina, pegue papel e caneta. Escreva as melhores coisas que aconteceram no ano que passou. Escreva também, as piores coisas e também aquelas que você gostaria que tivessem acontecido.
- Agora faça um balanço: o saldo foi positivo? Se não foi, o que você poderia ter feito para que fosse?
- Se você magoou alguém, ou está numa situação mal resolvida, vá atrás, peça desculpas. Não espere que o outro faça aquilo que pode partir de você. Orgulho é perda de tempo.
- Lembre-se: muitas vezes colocamos a culpa nos outros, ou damos as famosas desculpas para explicar nossos fracassos. Só que na grande maioria das vezes, o único culpado é você mesmo.
- Agora vem a melhor parte: não se apegue a nenhum desses fracassos. Eles passaram. Com certeza te ensinaram alguma coisa. Lamentar o que não deu certo, remoer o passado, guardar mágoas e ressentimentos não é VIDA. Vida é o presente, o aqui e agora.
- Então escreva tuas maiores qualidades, e também coloque os pontos que tem que melhorar.
- Feito tudo isso, acredite sim, que dessa vez será diferente e melhor.
Você não precisou esperar o Ano Novo para agir. A principal mudança vem de dentro, e o que você irá colher, vai ser fruto desse movimento interno.
- Então, depois disso tudo, faça planos para o ano que vem, lembrando que para ter sucesso, tem que acreditar em você mesmo e ir à luta!


Nada é permanente, salvo a mudança.
(Heráclito)

ByNina


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Escutatória - por Rubem Alves


Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz o Alberto Caeiro que "não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma". Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Aí a gente que não é cego abre os olhos. Diante de nós, fora da cabeça, nos campos e matas, estão as árvores e as flores. Ver é colocar dentro da cabeça aquilo que existe fora. O cego não vê porque as janelas dele estão fechadas. O que está fora não consegue entrar. A gente não é cego. As árvores e as flores entram. Mas - coitadinhas delas - entram e caem num mar de idéias. São misturadas nas palavras da filosofia que mora em nós. Perdem a sua simplicidade de existir. Ficam outras coisas. Então, o que vemos não são as árvores e as flores. Para se ver é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro: "Não é bastante ter ouvidos para se ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma". Daí a dificuldade: a gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor, sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração e precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. No fundo somos todos iguais às duas mulheres do ônibus. Certo estava Lichtenberg - citado por Murilo Mendes: "Há quem não ouça até que lhe cortem as orelhas". Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil da nossa arrogância e vaidade: no fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos, estimulado pela revolução de 64. Pastor protestante (não "evangélico"), foi trabalhar num programa educacional da Igreja Presbiteriana USA, voltado para minorias. Contou-me de sua experiência com os índios. As reuniões são estranhas. Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio. (Os pianistas, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio, como se estivessem orando. Não rezando. Reza é falatório para não ouvir. Orando. Abrindo vazios de silêncio. Expulsando todas as idéias estranhas. Também para se tocar piano é preciso não ter filosofia nenhuma). Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito. Pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que julgava essenciais. Sendo dele, os pensamentos não são meus. São-me estranhos. Comida que é preciso digerir. Digerir leva tempo. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se falo logo a seguir são duas as possibilidades. Primeira: "Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava eu pensava nas coisas que eu iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado". Segunda: "Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou". Em ambos os casos estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada. O longo silêncio quer dizer: "Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou". E assim vai a reunião.
Há grupos religiosos cuja liturgia consiste de silêncio. Faz alguns anos passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grand Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio, não total, mas de uma fala mínima. O que me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Também para comer é preciso não ter filosofia. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Mas logo fui informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci de medo. Mas obedeci. O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminado por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em U definiam um amplo espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio, nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por um vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram. Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: Meus irmãos, vamos cantar o hino... Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para se alimentar de silêncio. E eu comecei a me alimentar de silêncio também. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência, e se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras.
E música, melodia que não havia e que quando ouvida nos faz chorar.
A música acontece no silêncio.
É preciso que todos os ruídos cessem.
No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós - como no poema de Mallarmé, A catedral submersa, que Debussy musicou.
A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada.
Somos todos olhos e ouvidos.
Me veio agora a ideia de que, talvez, essa seja a essência da experiência religiosa - quando ficamos mudos, sem fala.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia, que de tão linda nos faz chorar.
Para mim Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
 (Rubem Alves)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ser Chique Sempre - por Gloria Kalil


Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas como nos dias de hoje.
A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas.
Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo
 carro Italiano.
O que faz uma  pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma
 como ela se comporta perante a vida.
Chique mesmo é quem fala baixo.

Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa de pedestre

É evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador.

É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais!

Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor.
É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção a sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra,

ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!
Mas  para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de  se lembrar sempre de o quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.
Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não te faça bem.
Lembre-se: o diabo parece chique, mas o inferno não tem qualquer glamour!
Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!
Investir em conhecimento pode nos tornar sábios... mas amor e fé nos tornam humanos!
(Gloria Kalil)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Prêmio Dardos



Acabei de receber esse selo da minha tia e chef de cozinha Edna Born. O blog dela é http://ehbb.blogspot.com. Confiram que vale a pena!
Fiquei muito feliz com a indicação dela. Este selo é para os blogueiros que transmitem valores culturais, éticos, literários, dicas pessoais, musicais... enfim, que demonstram sua criatividade através do pensamento vivo, que permanece intacto entre suas letras e palavras.



Regras

a) Exibir a imagem do selo em seu blog;

b) Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;

c) Escolher 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos;

d) Avisar os escolhidos...


Segue minhas indicações, em ordem alfabética*:


Ana Carolina Bahr: http://caracoltips.blogspot.com/
Edna Born: http://ehbb.blogspot.com/
Fanny Kriegel: http://zigzagquilt-fanny.blogspot.com/
Gisela Rao: http://vigilantesdaautoestima.zip.net/
Ivy Lipsky: http://ivylipsky.blogspot.com/
Natasha De Rose: http://glamtokill.blogspot.com/
Roberta Thomaz Bruscagin: http://proutsp.blogspot.com/



Tese de Guerdjef

Recebi um e-mail com esse texto há muito tempo atrás. Hoje reli a tese e compartilho com vocês.
Ela foi escrita por uma pensador russo chamado Guerdjef, que no início do século passado já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver!
Dizia ele: "Uma boa vida tem como base o sentido do que queremos para nós em cada momento e daquilo que, realmente vale como principal".
Assim sendo, ele traçou 20 regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.

Dizem os "experts" em comportamento que, quem já consegue assimilar 10 delas, com certeza aprendeu a viver com qualidade interior.

Ei-las:

1) Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.

2) Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.

3) Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso,consciente de que nem tudo depende de você.

4) Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.

5) Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, casa,no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser você mesmo.

6) Abra mão de ser o responsável pelo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos,o eterno mestre de cerimônias.

7) Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas..

8) Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.

9) Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem também achar que é o máximo a se conseguir na vida.

10) Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.

11) Família não é você. Está junto de você. Compõe o seu mundo,mas não é a sua própria identidade.

12) Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.

13) É preciso ter sempre alguém em que se possa confiar e falar abertamente ao menos num raio de cem quilômetros. Não adianta estar mais longe.

14) Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.

15) Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental; escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.

16) Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo ... para quem quer ficar esgotado e perder o melhor.

17) A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

18) Uma hora de intenso prazer substitui com folga 3 horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca uma oportunidade de divertir-se.

19) Não abandone suas 3 grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé!

20) E entenda de uma vez por todas, definitiva e conclusivamente: Você é o que se fizer ser!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Medo

Um quadro bem interessante de como 
o medo age no nosso organismo...

Are You Afraid Of The Dark?


LISTA DE MEDOS e FOBIAS de A a Z


Você pode procurar o medo ou a fobia pelo nome especÍfico se houver interesse. Esta listagem é parcial. Alguns nomes dados a certos medos são mais curiosidade.


A -
Ablutofobia - medo de tomar banho
Acarofobia - medo de coceira ou de insetos que causam coceira
Acerofobia - medo de coisas ácidas
Acluofobia - medo de escuro ou escuridão
Acrofobia - medo de altura
Acusticofobia - medo de barulho
Aerofobia - medo de ventos, engolir ar ou aspirar substâncias tóxicas
Aeroacrofobia - medo de lugar aberto e alto 
Aeronausifobia - medo de vomitar (quando viaja de avião)
Agliofobia - medo de dor
Afefobia - medo de ser tocado 
Agorafobia - medo de lugares abertos, de estar na multidão, lugares públicos (mercados, shopping, supermercados) ou deixar lugar seguro
Agrafobia - medo de abuso sexual
Agrizoofobia - medo de animais selvagens
Agirofobia - medo de ruas ou cruzamento de ruas 
Aicmofobia - medo de agulhas de injeção ou objetos pontudos
Ailurofobia - medo de gatos
Albuminurofobia - medo de doença renal 
Algifobia - medo de dor
Aliumfobia - medo de alho
Alodoxafobia - medo de opiniões
Altofobia - medo de alturas
Amatofobia - medo de poeiras
Amaxofobia - medo de dirigir carros
Ambulofobia - medo de andar
Amnesifobia - medo de amnésia
Amicofobia - medo de coçar
Anablefobia - medo de olhar para cima
Ancraofobia ou anemofobia - medo de ventos
Androfobia - medo de homens
Anemofobia - medo de ventos 
Anginofobia - medo de engasgar
Anglofobia - medo da Inglaterra, cultura inglesa, etc.
Angrofobia – medo de tornar-se raivoso
Anquilofobia - medo da imobilidade das juntas
Antropofobia - medo de pessoas ou da sociedade
Antlofobia - medo de enchentes
Anuptafobia - medo de ficar solteiro (a)
Apeirofobia - medo de infinito
Apifobia - medo de abelhas
Apotemnofobia - medo de pessoas amputadas
Aracnefobia ou aracnofobia - medo de aranhas
Aritmofobia - medo de números
Arrenfobia - medo de homens
Assimetrofobia - medo de coisas assimétricas
Astenofobia - medo de desmaiar ou ter fraqueza
Astrafobia ou astrapofobia - medo de trovões e relâmpagos
Astrofobia - medo de estrelas e céu
Ataxiofobia - medo de ataxia (descoordenação muscular)
Ataxofobia - medo de desleixo
Atazagorafobia - medo de ficar esquecido ou ignorado
Atelofobia - medo de imperfeições
Atefobia - medo de ruínas
Atomosofobia - medo de explosões atômicas
Atiquifobia - medo do fracasso
Aurofobia - medo de ouro
Autodisomofobia - medo de alguém com cheiro horrível
Autofobia - Medo de ficar só ou sozinho
Automatonofobia - medo de boneco do ventríloquo, criaturas animatrônicas, estátuas de cera (qualquer coisa que represente falsamente um ser sensível)
Automisofobia - Medo de ficar sujo
Aviofobia ou aviatofobia - Medo de voar de avião


B -
Bacilofobia - medo de micróbios
Bacteriofobia - medo de bactéria
Balistofobia - medo de mísseis
Basofobia ou basifobia - medo de andar ou cair (inabilidade de ficar em pé)
Batofobia - medo de profundidade
Batonofobia - medo de plantas
Batofobia - medo de alturas ou ficar fechado em edifícios altos
Batracnofobia - medo de anfíbios (como sapos, salamandras, rãs, etc.)
Belonefobia - medo de alfinetes e agulhas (aiquimofobia)
Bibliofobia - medo de livros
Blennofobia - medo de limo ou coisas viscosas
Bromidrosifobia ou bromidrofobia - medo do cheiro do corpo
Brontofobia - medo de trovões e relâmpagos
Bufonofobia - medo de sapos


C -
Cacofobia - medo de feiura 
Cacorrafiofobia - medo de fracasso ou falhar
Caetofobia - medo de cabelo
Cainofobia ou cainotofobia - medo de novidades 
Caliginefobia - medo de mulher bonita
Cancerofobia - medo de câncer
Cardiofobia - medo de coração
Carnofobia - medo de carne
Catagelofobia - medo do ridículo (estar ou ser)
Catapedafobia - medo de saltar de lugares baixos ou altos
Catisofobia - medo de sentar em baixo 
Catoptrofobia - medo de espelhos
Cenofobia ou centofobia - medo de novas coisas ou idéias
Ciberfobia - medo de computadores ou trabalhar com computador
Cibofobia, citofobia ou citiofobia - Medo de comida
Ciclofobia - medo de bicicleta
Cimofobia - medo de ondas ou de movimentos parecidos com ondas
Cinetofobia ou cinesofobia - medo de movimento 
Cinofobia - medo de cães 
Cipridofobia, ciprifobia, ciprianofobia, ou ciprinofobia - medo de prostitutas ou doença venéreas 
Cleptofobia - medo de ser roubado 
Ceraunofobia - medo de trovão
Coinonifobia - medo de quartos 
Colpofobia - medo de genitais (particularmente o feminino)
Copofobia - medo da fadiga 
Corofobia - medo de dançar
Coniofobia - medo de poeira (amatofobia)
Colerofobia - medo da cólera (infecção bacteriana)
Cosmicofobia - medo de fenômenos cósmicos
Crometofobia ou crematofobia - medo de dinheiro
Cromofobia ou cromatofobia - medo de cores 
Cronofobia - medo do tempo
Cronomentrofobia - medo de relógios
Claustrofobia - medo de espaços confinados
Cleitrofobia ou cleisiofobia - medo de ficar trancado em lugares fechados
Cleptofobia - medo de ser roubado
Climacofobia - medo de degraus (subir ou cair de degraus)
Clinofobia - medo de ir para cama
Clitrofobia ou cleitrofobia - medo de ficar fechado
Cnidofobia - medo de cordas
Cometofobia - medo de cometas
Coimetrofobia - medo de cemitérios
Coitofobia - medo de trepar (fornicar)
Contreltofobia - medo de abuso sexual
Coprastasofobia - medo de constipação (intestino preso)
Coprofobia - medo de fezes
Coulrofobia - medo de palhaços
Cremnofobia - medo de precipícios 
Criofobia - medo de frio intenso, gelo ou congelamento
Cristalofobia - medo de cristais ou vidros


D -
Decidofobia - medo de tomar decisões
Defecaloesiofobia - medo de movimentos intestinais dolorosos
Deipnofobia - medo de jantar e conversas do jantar 
Dementofobia - medo de insanidade
Demonofobia ou demonofobia - medo de demônios
Demofobia - medo de multidão (Agorafobia)
Dendrofobia - medo de árvores 
Dentofobia - medo de dentistas
Dermatofobia - medo de lesões de pele
Dermatosiofobia, dermatofobia ou dermatopatofobia - medo de doenças de pele
Dextrofobia - medo de objetos do lado direito do corpo 
Diabetofobia - medo de diabetes
Didasqualeinofobia - medo de ir a escola 
Diquefobia - medo de justiça
Dinofobia - medo de vertigens ou redemoinho 
Diplofobia - medo de visão dupla
Dipsofobia - medo de beber
Disabiliofobia - medo de se vestir na frente de alguém 
Dismorfofobia - medo de deformidade
Distiquifobia - medo de acidentes
Domatofobia ou oiquofobia - Medo de casas ou estar em casa 
Dorafobia - medo de pele de animais
Dromofobia - medo de cruzar ruas


E -
Eclesiofobia - medo de igreja
Ecofobia - medo de casa
Eicofobia ou oiquofobia - medo da casa do vizinho 
Eisoptrofobia - medo de espelhos ou de se ver no espelho
Electrofobia - medo de eletricidade
Eleuterofobia - medo da liberdade
Elurofobia - medo de gatos (ailurofobia)
Emetofobia - medo de vomitar
Enetofobia - medo de alfinete (ou coisas parecidas)
Enoclofobia - medo de multidão
Enosiofobia ou enissofobia - medo de ter cometido um pecado ou crítica imperdoável Entomofobia - medo de insetos
Eosofobia - medo do amanhecer ou luz do dia
Epistaxiofobia - medo de sangrar o nariz
Epistemofobia - medo do conhecimento
Equinofobia - medo de cavalos
Eremofobia - medo de ficar só 
Ereutrofobia - medo de ficar vermelho 
Ergasiofobia - medo de trabalhar ou de operar (cirurgião)
Ergofobia - medo do trabalho
Eritrofobia, eritofobia ou ereutofobia - medo de luz vermelha ou do vermelho
Erotofobia - medo de amor (sexual) ou questões relacionado ao sexo 
Escabiofobia - medo de sarna
Escatofobia - medo de matéria fecal
Escelerofobia - medo de homem mau
Esciofobia ou esciafobia - medo de sombras
Escolafobia – medo de escola
Escolecifobia - medo de vermes
Escopofobia ou escoptofobia - medo de estar sendo olhado 
Escotomafobia - medo de cegueira 
Escotofobia - medo de escuro 
Escriptofobia - medo de escrever em publico
Esfecsofobia - medo de marimbondos
Espectrofobia - medo de fantasmas ou espectros
Espermatofobia ou espermofobia - medo de sêmen
Estasibasifobia ou estasifobia - medo de ficar de pé ou andar (ambulofobia)
Estaurofobia - medo de cruz ou crucifixo
Estenofobia - medo de lugares ou coisas estreitas
Estigiofobia - medo do inferno
Eufobia - medo de ouvir boas novas
Eurotofobia - medo da genitália feminina


F -
Fagofobia - medo de engolir ou de comer 
Falacrofobia - medo de tornar-se careca 
Falofobia - medo do pênis (principalmente quando fica ereto)
Farmacofobia - medo de tomar remédios 
Fasmofobia - medo de fantasmas
Febrifobia, fibrifobia ou fibriofobia - medo de febre
Fengofobia - medo da luz do dia ou nascer do sol
Felinofobia - medo de gatos (ailurofobia, elurofobia, galeofobia, gatofobia)
Filemafobia ou filematofobia - medo de beijar
Filofobia - medo de enamorar 
Filosofobia - medo de filosofia 
Fobia Social - medo de estar sendo avaliado negativamente (socialmente) 
Fobofobia - medo de fobias
Fonofobia - medo de barulhos ou vozes ou da própria voz; de telefone
Fotoaugliafobia - medo de luzes muito brilhantes
Fotofobia - medo de luz
Francofobia - medo da França, cultura francesa (galofobia, galiofobia)
Frigofobia - medo do frio, coisas frias
Fronemofobia - medo de pensar
Ftisiofobia - medo de tuberculose


G -
Galeofobia ou gatofobia - medo de gatos
Gamofobia - medo de casar
Gefirofobia, gefidrofobia ou gefisrofobia - medo de cruzar pontes
Geliofobia - medo de rir
Geniofobia - medo de manter a cabeça erguida
Genofobia - medo de sexo
Genufobia - medo de joelho(s)
Gerascofobia - medo de envelhecer 
Gerontofobia - medo de pessoas idosas 
Geumafobia ou geumofobia - medo de sabores
Gimnofobia - medo de nudez
Ginefobia ou ginofobia - medo de mulheres
Glossofobia - medo de falar ou tentar falar em publico
Gnosiofobia - medo do conhecimento
Grafofobia - medo de escrever ou escrever a mão 


H –
Hadefobia - medo do inverno
Hagiofobia - medo de santos ou coisas santas
Hamartofobia - medo de pecar (pecados)
Hafefobia ou haptefobia - medo de estar sendo tocado
Harpaxofobia - medo de estar sendo roubado
Hedonofobia - medo de sentir prazer 
Heliofobia - medo do sol
Helenologofobia - medo de termos gregos ou terminologia cientifica
Helmintofobia - medo de estar infestado com vermes
Hemofobia, hemafobia ou hematofobia - medo de sangue
Heresifobia ou hereiofobia - medo de desafiar a doutrina oficial (governo) 
Herpetofobia - medo de répteis ou coisa que arrastam
Heterofobia - medo do sexo oposto (sexofobia)
Hidrargiofobia - medo de medicamentos mercuriais 
Hidrofobia - medo de água
Hidrofobofobia - medo de raiva (doença)
Hielofobia ou hialofobia - medo de vidro
Hierofobia - medo de padres ou coisas sacras
Higrofobia - medo de líquidos ou umidade
Hilefobia - medo de materialismo ou de epilepsia
Hilofobia - medo de florestas
Hipengiofobia ou hipegiafobia - medo de responsabilidade
Hipnofobia - medo de dormir ou ser hipnotizado
Hipofobia - medo de casas
Hipopotomonstrosesquipedaliofobia - medo de palavras grandes
Hipsifobia - medo de altura
Hobofobia - medo de bêbados ou mendigos
Hodofobia - medo de atravessar estradas
Hormefobia - medo de ficar abalado ou chocado
Homiclofobia - medo de neblina
Homilofobia - medo de sermões
Hominofobia - medo de homens
Homofobia - medo de homosexualidade ou se tornar homosexual
Hoplofobia - medo de armas de fogo






I -
Iatrofobia - medo de ir ao médico ou ao doutor 
Ictiofobia - medo de peixe
Ideofobia - medo de idéias
Ilingofobia - medo de vertigem ou sentir vertigem quando olha para baixo
Iofobia - medo de veneno
Insectofobia - medo de insetos
Isolofobia - medo ficar sozinho
Isopterofobia - medo de cupins
Itifalofobia - medo de ver, pensar ou ficar com o pênis ereto 


L -
Laliofobia ou lalofobia - medo de falar
Laquanofobia - medo de verduras
Leprofobia ou leprafobia - medo de lepra
Leucofobia - medo de colarinho branco
Levofobia - medo de coisas do lado esquerdo do corpo
Ligirofobia - medo de barulhos
Ligofobia - medo de escuridão
Lilapsofobia - medo de furacões
Limnofobia - medo de lagos
Linonofobia - medo de cordas 
Lissofobia - medo de ficar louco
Liticafobia - medo de processos (civil) 
Locquiofobia - medo de nascimento (criança)
Logizomecanofobia - medo de computadores
Logofobia - medo de palavras
Luefobia – medo de sífilis (lues)
Lutrafobia - medo de lontra (mamífero aquático)


M -
Macrofobia - medo de esperar muito
Mageirocofobia - medo de cozinhar
Maieusiofobia - medo da infância
Malaxofobia - medo de amar (sarmassofobia)
Maniafobia - medo de insanidade
Mastigofobia - medo de punição
Mecanofobia - medo de máquinas
Medomalacufobia - medo de não ficar com pênis ereto
Medoutofobia - medo do pênis ereto
Megalofobia - medo de coisas grandes 
Melissofobia - medo de abelhas
Melanofobia - medo de cor preta 
Melofobia –medo ou ódio de música 
Meningitofobia - medo de doença nervosa 
Menofobia - medo de menstruação 
Merintofobia - medo de ficar amarrado
Metalofobia - medo de metal
Metatesiofobia - medo de mudar
Meteorofobia - medo de meteoros
Metifobia - medo de álcool 
Metrofobia – medo ou ódio de poesia 
Micofobia – medo ou aversão por cogumelos 
Microbiofobia - medo de micróbios (bacilofobia)
Microfobia - medo de coisas pequenas 
Mictofobia - medo de escuridão 
Mirmecofobia - medo de formigas
Misofobia - medo de germens, contaminação ou sujeira
Mitofobia - medo de mitos, estórias ou declarações falsas 
Mixofobia - medo de qualquer sustância viscosa (blenofobia)
Mnemofobia - medo de memórias
Molismofobia ou molisomofobia - medo de sujeira ou contaminação
Monofobia - medo de solidão ou ficar só 
Monopatofobia - medo de doença incurável 
Motorfobia - medo de automóveis 
Musofobia ou murofobia - medo de camundongos (ratos)


N -
Nebulafobia - medo de neblina (homiclofobia)
Necrofobia - medo de morte ou coisas mortas
Nelofobia - medo de vidro
Neofarmafobia - medo de medicamentos novos 
Neofobia - medo de qualquer coisa nova
Nefofobia - medo de nevoeiros
Nictofobia - medo da escuridão ou da noite
Noctifobia - medo da noite
Nomatofobia - medo de nomes
Nictohilofobia - medo de florestas escuras ou a noite
Nosocomefobia - medo de hospital
Nosofobia ou nosemafobia - medo de ficar doente
Nostofobia - medo de voltar para casa 
Novercafobia - medo da madrasta 
Nucleomitufobia - medo de armas nucleares
Nudofobia - medo de nudez
Numerofobia - medo de números


O -
Obesofobia - medo de ganhar peso (pocrescofobia)
Oclofobia - medo de multidão 
Ocofobia - medo de veículos 
Octofobia - medo do número 8
Odontofobia - medo de dentista ou cirurgia odontológica
Odinofobia ou odinefobia - medo da dor (algofobia)
Oenofobia - medo de vinhos
Olfactofobia - medo de cheiros
Ofidiofobia - medo de cobras
Oftalmofobia - medo de estar sendo vigiado 
Ombrofobia - medo de chuva ou de estar chovendo
Ometafobia ou omatofobia - medo de olhos
Oneirofobia - medo de sonhos 
Oneirogmofobia - medo de sonhos molhados 
Onomatofobia - medo de ouvir certas palavras ou nomes
Osmofobia ou osfresiofobia - medo de odores 
Ostraconofobia - medo de ostras 
Ouranofobia - medo do céu
Ounitofobia - medo de pássaros
Outofobia - medo de propriedade ou haveres


P -
Pagofobia - medo de gelo ou congelamento 
Panofobia ou pantofobia - medo de tudo
Pantofobia - medo de sofrimento ou doença 
Papirofobia - medo de papel
Paralipofobia - medo de responsabilidade 
Parafobia - medo de perversão sexual
Parasitofobia - medo de parasitas
Parasquavedequatriafobia - medo da sexta feira 13
Partenofobia - medo de virgens ou adolescentes (sexo feminino)
Parturifobia - medo de parto
Patofobia - medo de doenças
Patroiofobia - medo da hereditariedade
Pecatofobia - medo do pecado (crime imaginário)
Pediculofobia - medo de piolho
Pediofobia - medo de bonecas
Pedofobia - medo de crianças
Peladofobia - medo de carecas
Peniafobia - medo da pobreza
Pirexiofobia - medo de febre
Pirofobia - Medo de fogo
Placofobia - medo de sepulturas
Plutofobia - medo de opulência 
Pluviofobia - medo de chuva ou estar chovendo
Pneumatifobia - medo de espíritos
Pnigofobia ou pnigerofobia - Medo de estar sendo sufocado 
Pocrescofobia - medo de ganhar peso (obesofobia)
Pogonofobia - medo de barbas 
Poliosofobia - medo de contrair poliomielite 
Politicofobia – medo de políticos 
Polifobia - medo de muitas coisas 
Poinefobia - medo de punição (castigo) 
Ponofobia - medo de trabalho pesado ou de dor 
Porfirofobia - medo da cor purpura 
Potamofobia - medo de rios ou águas correntes 
Potofobia - medo de álcool
Prosofobia - medo de progresso
Pselismofobia - medo de gaguejar 
Psicofobia - medo da mente
Psicrofobia - medo de frio
Pteromeranofobia - medo de voar 
Pteronofobia - medo de ser coçado com penas
Ptiriofobia - medo de piolho (pediculofobia)
Pupafobia - medo de bonecos 


Q -
Queimafobia ou queimatofobia - medo de frio
Quemofobia - medo de substâncias químicas ou de trabalhar com elas
Quenofobia - medo de espaços vazios 
Querofobia - medo de alegria
Quifofobia - medo de parar
Quimofobia - medo de ondas
Quionofobia - medo de neve
Quinofobia - medo de raiva (doença)
Quiraptofobia - medo de ser tocada(o)


R -
Rabdofobia - medo de ser severamente punido 
Radiofobia - medo de radiação, raio-x
Ranidafobia - medo de sapos
Rectofobia - medo de reto (anus) ou doenças retais 
Ripofobia - medo de defecação 
Ritifobia - medo de ficar enrugado
Rupofobia - medo de sujeira


S –
Sarmassofobia - medo de fazer amor (malaxofobia)
Satanofobia - medo de satã (demônio)
Selafobia - medo de flashes (luzes) 
Selenofobia - medo da lua 
Seplofobia - medo de material radiativo 
Sesquipedalofobia - medo de palavras grandes
Sexofobia - medo do sexo oposto (heterofobia)
Siderodromofobia - medo de trem ou viagem de trem
Siderofobia - medo de estrelas
Sinistrofobia - medo de coisas do lado esquerdo, mão esquerda
Sinofobia - medo de chinês ou cultura chinesa
Sitofobia ou Sitiofobia - medo de comida ou comer (cibofobia)
Socerafobia - medo de padrasto ou madrasta 
Sociofobia - medo da sociedade ou de pessoas em geral
Somnifobia - medo de dormir
Simmetrofobia - medo de simetria
Singenesofobia - medo de parentes
Sifilofobia - medo de sífilis
Sofofobia - medo de aprender
Soteriofobia - medo de dependência dos outros
Surifobia - medo de camundongo (rato)
Simbolofobia - Medo de símbolos


T -
Taasofobia - medo de sentar
Tacofobia - medo de velocidade
Taeniofobia ou teniofobia - medo de solitária (tênia) 
Tafefobia ou tafofobia - medo de ser enterrado vivo 
Tapinofobia - medo de ser contagioso
Taurofobia - medo de touro
Tecnofobia - medo de tecnologia
Talassofobia - medo do mar
Teleofobia - medo de definir planos ou de cerimônias religiosas
Telefonofobia - medo de telefone
Tanatofobia ou tantofobia - medo da morte ou de morrer
Teratofobia - medo de crianças ou pessoas deformadas
Testofobia - medo de fazer provas (escolares) 
Tetanofobia - medo de tétano 
Teutofobia - medo de alemão, cultura ou coisas alemãs
Textofobia - medo de certos tecidos 
Teatrofobia - medo de teatro
Teologicofobia - medo de teologia
Teofobia - medo de Deus ou de religião
Termofobia - medo de calor
Tiranofobia - medo de tiranos
Tocofobia - medo de gravidez
Tomofobia - medo de cirurgia 
Tonitrofobia - medo de trovão
Topofobia - medo de certos lugares ou situações, que dão medo ou pavor
Toxifobia, toxofobia ou toxicofobia - medo de envenenar-se 
Traumatofobia - medo de tramas (físicos)
Tremofobia - medo de tremer 
Trisquaidequafobia - medo do número 13
Tropofobia - medo de mudar ou fazer mudanças 
Tripanofobia - Medo de injeções
Tuberculofobia - Medo de tuberculose


U -
Uranofobia - medo do céu
Urofobia - medo de urina ou do ato de urinar


V -
Vacinofobia - medo de vacinação
Venustrafobia - medo de mulher bonita
Verbofobia - medo de palavras
Verminofobia - medo de vermes
Vestifobia - medo de vestir
Virginitifobia - medo de estupro
Vitricofobia - medo do padrasto 


X –
Xenofobia - medo de estrangeiros ou estranhos
Xerofobia - medo de secura, aridez
Xilofobia - medo de objetos de madeira ou de floresta


Z -
Zelofobia - medo de ter ciúmes
Zeusofobia - medo de Deus ou deuses
Zoofobia - medo de animais


Fonte: www.nacional.edu.br/palestras/material_medos_qb-e-jp_05.doc

ATENÇÃO

Muitas imagens do BLOG são fonte de pesquisa na internet.
As imagens que incluem o ByNina na lateral são criadas por mim, geralmente pego frases de outros autores, citando o mesmo e imagens de fundo disponíveis na internet.
Todas as frases e pensamentos com a assinatura ByNina embaixo da arte são de minha autoria.
Lembre-se sempre de citar a fonte quando compartilhar.
E se alguma imagem tiver direitos autorais, entre em contato comigo através do e-mail bynina@hotmail.com que cito o autor ou retiro imediatamente.
Obrigada pela compreensão!

Carolina Carvalho
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